08/10/2009 20:12
Sinto que alguns capítulos deste livro, como que por usucapião, já me pertence.
E de modo definitivo.

É meu! Sou eu!

Criava Uma SEDE Interminável de Horizontes.

Deixaria de COmpreender parte de mim se não Houvesse conhecido tanto.
A Plenitude da Vida, do Caminho , da Verdade, a força dos sentidos ao CAminhar.

E aquele compromisso impiedoso::: quem quiser Nascer terá que Destruir o mundo!

Tenho SAudades!

Tenho Saudades do que não tenho.

Lágrimas só minhas... Lágrimas minhas e minhas sombras.

O meu mundo de então
com seus abismos e entusiasmos.
Ruas turbulentas e nuvem de fumaça.
Não Conseguiria sondar a linguagem dos rios, a Sucessão das GEntes, a Apologia da Impermanência.

TUdo Passava mas Nada era em Vão!!!!!

E o curso das águas seguirá, Incessantemente, o seu destino.
Assim como eu.

TRata-se de um diário, este diário, de quem Deveria começar Esquecer!!!

Esquecimento e Sabedoria formam um todo.
E esse TOdo,
Iluminado por um Lirismo Delicadíssimo ,
Sou eu.

Brisa da tarde.
Eu desenhei meus sonhos, envolta em perdões e perdas.
De romance... de melancólica visão.

E tomei por emblema uma flor de laranjeira.
Escrevi meu nome e o deixei.

E esqueci quem SOnhei.

Sinto as grandes perdas que reputei pelo caminho.
A amizade grande que me susteve quando vivia dias de febre e sangue ralo nas veias.

ALmejando tanto um Grande feito.
é assim que sinto.
Foi difícil estar ali ; Refazendo passos; contando detalhes e detalhes.
Olhar e reconhecer mesmo de longe.

Vertigem , tremor!! Medo!!!

Sentir medo, não quer dizer que não sou corajosa.

* * *
ERa uma vez uma menina, faz de conta que era ela, a princesa Azul que viria.
FAz de conta que era Amada e que possuía um cesto de pérolas, só para ver refletida a Lua!

FAz de conta que não estava Chorando .... e que não vivia em silêncio branco.

FAz de conta que estava Deitada na Palma transparente da mão de Deus.





enviada por Marília Gabriela






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