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31/08/2009 17:52
Cansada!
Eu me permiti esta tarde entristecer.
Confusa.
Andava pela aquela rua, e cada passo era uma prece!
Era uma oração.
Senti vontade de chorar. SEm saber porquê!
Senti vontade de ir embora, mas não queria voltar pra casa.
Senti o quanto sou sozinha.
E como doe isto algumas manhãs de segunda.
Perdi a única amiga que tive durante anos.
E Um pouco mais da memória dos sonhos que já tive um dia.
Andando pelo meio.
SEm ALardes e SEm Surpresas.
Só silêncio.
Só o meu silêncio...
Olhando para baixo em ruas vazias, tudo que ela pode ver
são os sonhos todos tornados sólidos
são os sonhos tornados reais
todos os edifícios, todos aqueles carros
eram apenas um sonho
na cabeça de alguém
ela retrata o vidro quebrado, ela retrata o vapor
que retrata uma alma
sem nenhum escape na emenda
vamos trazer o barco para fora
esperar até a escuridão
vamos trazer o barco para fora
esperar até que a escuridão venha
em nenhuma parte nos corredores de verde pálido e cinza
em nenhuma parte nos suburbios
na luz fria do dia
lá no meio de tudo, tão viva e só
palavras suportam como ossos
Olhando para baixo em ruas vazias, tudo que ela pode ver
são os sonhos todos tornados sólidos
são os sonhos tornados reais
em nenhuma parte nos corredores de verde pálido e cinza
em nenhuma parte nos suburbios
na luz fria do dia
lá no meio de tudo, tão viva e só
palavras suportam como ossos
sonhando com a rua da piedade
Usando seu interior do lado de fora
sonhando com a rua da piedade
de novo nos braços do seu papai
sonhando com a rua da piedade
jura que eles moveram esse sinal
sonhando com esta rua
puxando para fora dos papéis das gavetas que deslizam bem
rebocando a escuridão
palavra por palavra
confessando todas as coisas secretas na morna caixa de veludo
sonhar com a ternura --o tremor nos quadris
Ao beijar os lábios
sonhando com a rua que amava
piedade, piedade, procurando por piedade
piedade, piedade, procurando por piedade
enviada por Marília Gabriela
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